- INÍCIO |
- A REVISTA |
- EDIÇÕES |
- ROCHAS ORNAMENTAIS |
- PUBLICIDADE | PARCEIROS | CONTATO |- ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Ardósia faz sucesso na MinasCon 2007
A AMAR-MG - Associação Mineira
da Ardósia - expôs vários tipos de pedras e produtos,
representando a Província da Ardósia, na lV Feira de Produtos,
Equipamentos e Serviços da cadeia produtiva da construção,
no Expominas, que foi realizada em agosto de 2007, em Belo Horizonte. O
evento, realizado pela Fiemg - Federação das |Indústrias
do Estado de Minas Gerais, foi criado para dar mais apoio aos empresários
mineiros,principalmente em áreas vitais para o desenvolvimento das
empresas com sustentabilidade. A Fiemg conta com uma estrutura que engloba
80.000 indústrias e 136 sindicatos filiados, além do SESI
e SENAI (as maiores redes de educação básica e profissional
do Estado) e do Instituto Euvaldo Lodi-IEL que opera com os arranjos produtivos
locais-APLs.
Segundo Romero Lopes Valadares, presidente da AMAR, esta presença
no MinasCon foi o primeiro passo para a revitalização da pedra
Ardósia no mercado interno. Um extenso plano de trabalho está
sendo implantado, inclusive com o Projeto BULA, para o setor com o apoio
do SinRochas-MG, Abirochas, Apex, etc. Segundo J. Leal, atual administrador
da AMAR, “o objetivo da associação visa o fortalecimento
do setor da Ardósia no mercado interno. O Know-how adquirido ao longo
dos anos com as vendas externas nos credencia ao mercado nacional.”.
A Ardósia é uma pedra de uso milenar, como explica Leal, pois
os egípcios já a usavam como material de construção.
No Brasil, sua extração iniciou-se na década de 70
na chamada Província da Ardósia, no oeste do Estado de Minas
Gerais, região de 7.000, KM², tendo a cidade de Papagaio como
seu principal produtor, abrangendo ainda as cidades de Pompeu, Paraopeba,
Felixlândia, Caetanópolis, Pitangui, Martinho Campos e Leandro
Ferreira. Uma de suas vantagens em função das outras rochas,
deve-se ao fato de que é considerada uma atividade de baixo impacto
ambiental, devido a não utilização de produtos químicos
em sua extração. Seu complexo industrial gera quase 5.000
empregos diretos, o que ocasiona mais de 12.000 indiretos, e é constituído,
basicamente ,de micros e pequenas empresas, além de fixar o homem
no interior e atrair mão de obra qualificada dos grandes centros.
Atualmente esse setor posiciona o Brasil como 2º produtor e exportador
do mundo. A grande aceitação da ardósia brasileira
no mercado mundial é devida à sua ótima característica
física e estética. Foram exportadas 226.000 toneladas no ano
de 2006, perfazendo um valor aproximado de US$ 85 milhões em divisas.
Porém, todo este investimento, realizado com recursos próprios
e pela iniciativa privada, ao longo de três décadas, está
comprometido em função da defasagem cambial. A ardósia
espanhola, indiana e principalmente a chinesa tornaram-se mais competitivas.
O desemprego como conseqüência já é notado nos
municípios da província, pois se tornaram dependentes dessa
indústria, sem alternativas econômicas. O esforço da
AMAR é salvar as empresas e demonstrar a beleza e qualidade de seu
produto também no mercado interno, pois ficaram praticamente fora
deste mercado por muito tempo em função da pouca divulgação
do produto, tornando-o quase desconhecido do consumidor, arquitetos, decoradores
e construtoras, que não conhecendo praticamente a evolução
da ardósia em termos estéticos e qualificativos, ficaram com
uma imagem distorcida da rocha, que nos primórdios de sua extração
não foram bem aceitas. Se conhecessem os ambientes no exterior em
ardósia dariam um valor muito maior à pedra. O Estande da
Amar chamou muito a atenção do público visitante ,que
buscava informações sobre os painéis, mosaicos, cores
variadas e telhas, que são especiais. Hoje, a construção
civil, que também veio passando por várias dificuldades, esboça
uma abertura que vai propiciar uma melhoria real na economia do país
como um todo.
E, por falar em melhoria da qualidade de vida para os brasileiros de todas
as faixas ,a MinasCon mostrou, ano passado, o lançamento de uma Casa
bem popular. “Projeto Casa 1.0 edificada no estande do Siprocimg –MG
que está sendo muito usada no Programa Lares Geraes do governo de
Minas. Este ano apresentaram a Casa Ecológica”. Esta iniciativa,
também é da maior importância. Em um amplo espaço
dentro da Feira foi levantada a Praça do Concreto-Sustentabilidade
na Construção-que contou com o apoio da Fiemg e Sebrae-MG.
Nesta praça, foi construída a Casa Ecológica, com os
painéis laminares pré-fabricados em Concreto da Lâminus
Engenharia. O projeto busca o desenvolvimento de um novo modelo de unidade
habitacional, com tecnologia de ponta. Os custos operacionais são
menores e contribui efetivamente para a preservação do meio
ambiente por não apresentar perdas de material na produção
e montagem; não gerar resíduos sólidos poluentes; não
fazer uso de madeira em qualquer etapa da obra e ser produzido em escala
e de forma industrial, obedecendo a qualquer projeto. São incríveis
as demais vantagens que a casa oferece como itens opcionais: isolamento
térmico e acústico, sistema de captação, filtragem
e reuso de águas fluviais, pois despensa calhas externas. A Calha
é embutida no telhado, aproveitando 80% das águas da chuva
e, entre outras coisas, o projeto é concebido para receber o Sistema
Solar de Aquecimento.
O Minas Com é, sem dúvida, o ponto de encontro entre fornecedores
e consumidores e todos os profissionais liberais envolvidos na cadeia produtiva.
Paralela à visitação dos estandes, quando foram mostradas
as novidades, tendências do mercado, novidades técnicas e tecnológicas,
aconteceram diversas palestras técnicas que levaram informações
úteis ao público cadastrado e interessado. O novo projeto
para o MinasCon 2008 foi apresentado no estande do evento no Expominas.